Ferro: o que você precisa saber sobre esse oligoelemento

Dando continuidade à nossa série especial no Blog do Laboratório Jarbas Doles, hoje vamos mergulhar no oligoelemento mais famoso de todos e o que mais gera dúvidas aqui no balcão do laboratório: o ferro. Se o nosso corpo fosse uma grande malha de transporte, o ferro seria o caminhão principal que carrega a carga mais preciosa de todas, que é o oxigênio. Sem ele, o fôlego acaba e a energia some, porque ele é o componente central da hemoglobina, aquela proteína que dá a cor vermelha ao nosso sangue e leva o ar dos pulmões para cada cantinho do organismo, dos pés à cabeça.

Mas a utilidade do ferro não para por aí. Ele também ajuda os nossos músculos a armazenar oxigênio para quando precisamos fazer um esforço físico e participa da fabricação de várias enzimas que fazem o nosso metabolismo girar. Na natureza, nós encontramos o ferro em dois tipos de fontes: o ferro heme, que o corpo absorve com muita facilidade e está presente em carnes vermelhas, fígado, frango e peixes; e o ferro não-heme, que é um pouco mais difícil de ser aproveitado e está nos vegetais de cor verde escura, como o espinafre e o brócolis, além das leguminosas como o feijão e a lentilha. Uma dica de ouro que sempre dou aos pacientes é pingar umas gotinhas de limão ou comer uma laranja junto com esses vegetais, pois a vitamina C ajuda o corpo a “pescar” esse ferro vegetal muito melhor.

Para saber como estão os seus estoques, aqui no Laboratório Jarbas Doles nós não olhamos apenas para o ferro isolado no sangue. O exame de ferro sérico nos mostra o que está circulando no momento, mas ele oscila muito conforme o que você comeu no dia anterior. Por isso, os médicos costumam pedir um conjunto de exames que inclui a ferritina, que é a nossa reserva guardada no “cofre”, e a capacidade de ligação do ferro, que mostra se as “vagas” de transporte no sangue estão vazias ou ocupadas. Interpretar esses resultados exige olhar para o conjunto: se o ferro está baixo e a ferritina também, o estoque acabou; se o ferro está alto, o corpo pode estar sobrecarregado.

Quando o ferro está em falta, a condição mais conhecida é a anemia ferropriva. Você começa a sentir um cansaço que não passa com o sono, palidez, falta de ar ao subir uma escada e até queda de cabelo ou unhas fracas. Isso acontece muito em crianças em fase de crescimento, gestantes ou pessoas que perdem sangue de forma crônica. Já o excesso de ferro, que pode vir de doenças genéticas ou do uso exagerado de suplementos sem orientação, é perigoso porque o ferro “enferruja” os órgãos por dentro, podendo causar problemas sérios no fígado e no coração. Por isso, o equilíbrio é a palavra-chave. Se o seu exame apontou qualquer alteração, o médico vai avaliar se o caminho é ajustar a dieta ou se há algo impedindo a absorção correta desse mineral tão vital.

O que você achou dessa explicação sobre o nosso “motorista de oxigênio”? Para o próximo texto da nossa série sobre oligoelementos vamos falar sobre o magnésio, o mestre do relaxamento muscular.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This is a staging environment
Olá! Eu sou a Jade, sua assistente virtual do Laboratório Jarbas Doles. Estou aqui para te ajudar com tudo o que precisar!
Avatar Jade - Assistente Virtual