Magnésio: como ele atua dentro do organismo?

O magnésio é o que podemos chamar de mestre da orquestra do nosso corpo, pois ele participa de mais de trezentas reações químicas que nos mantêm vivos e funcionando bem. Se o ferro é o transportador de oxigênio, o magnésio é o mineral do relaxamento e da energia. Ele está em todo lugar: nos nossos ossos, dando estrutura junto com o cálcio; nos nossos músculos, ajudando-os a relaxar após uma contração; e até no nosso sistema nervoso, garantindo que as mensagens do cérebro cheguem ao destino sem “curto-circuito”. Sem magnésio suficiente, a usina de energia das nossas células simplesmente não consegue fabricar o combustível que usamos para andar, pensar e respirar.

Na natureza, o magnésio é abundante em alimentos que deveriam fazer parte do nosso prato todos os dias. As melhores fontes são as sementes, como as de abóbora e girassol, as castanhas, as amêndoas e os grãos integrais. Ele também é o coração da clorofila, por isso, quanto mais verde for a folha, mais magnésio ela costuma ter. O espinafre e a couve são excelentes aliados. Até o chocolate amargo, com alto teor de cacau, é uma fonte prazerosa desse mineral. O problema é que a dieta moderna, cheia de alimentos processados e refinados, acaba perdendo muito desse nutriente, o que torna a sua deficiência algo relativamente comum hoje em dia.

Aqui no Laboratório Jarbas Doles, nós dosamos o magnésio principalmente através do sangue. É um exame importante, mas que exige uma interpretação cuidadosa do médico, pois apenas uma pequena parte do magnésio do seu corpo está circulando livremente; a maior parte está guardada dentro das células e nos ossos. Quando os níveis aparecem baixos no resultado, o que chamamos de hipomagnesemia, o corpo começa a dar sinais de “irritação”: surgem as famosas cãibras musculares, espasmos, formigamentos e até uma sensação de fadiga constante ou ansiedade inexplicável. Em casos mais severos, a falta de magnésio pode até desregular os batimentos do coração. Isso acontece muito em pessoas com problemas de absorção intestinal, quem faz uso de alguns tipos de diuréticos por muito tempo ou quem consome álcool em excesso.

Por outro lado, ter o magnésio elevado no sangue, a hipermagnesemia, é bem mais raro e geralmente acontece quando os rins não estão conseguindo filtrar o excesso ou quando há um abuso de suplementos e laxantes que contêm o mineral. O excesso pode deixar a pessoa muito prostrada, com reflexos lentos, pressão baixa e até sonolência excessiva. O segredo, como sempre dizemos aos nossos pacientes, é o equilíbrio. O magnésio trabalha em parceria com outros minerais, como o cálcio e o potássio. Um exame de rotina bem interpretado pelo seu médico pode dizer se essa orquestra mineral está afinada ou se você precisa de um ajuste na alimentação para recuperar o bem-estar e o sono tranquilo.

Gostou de conhecer o mestre do relaxamento? Para o nosso próximo texto da série vamos falar sobre o zinco, que é fundamental para a nossa imunidade e cicatrização.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This is a staging environment
Olá! Eu sou a Jade, sua assistente virtual do Laboratório Jarbas Doles. Estou aqui para te ajudar com tudo o que precisar!
Avatar Jade - Assistente Virtual