Zinco

Se o magnésio é o mestre da orquestra, o zinco é o grande engenheiro do nosso corpo. Ele é um dos oligoelementos mais versáteis que existem, pois está envolvido na construção de proteínas, na leitura do nosso DNA e, principalmente, no fortalecimento do sistema de defesa. Sem o zinco, nossas células de imunidade ficam perdidas, como soldados sem comando, e o corpo demora muito mais para se recuperar de qualquer corte ou arranhão. Além disso, ele é essencial para os nossos sentidos: se você sente bem o sabor da comida e o cheiro das flores, agradeça ao zinco, pois ele mantém as papilas gustativas e os receptores olfativos funcionando perfeitamente.

Para garantir bons níveis de zinco, a dieta é o nosso principal caminho. Ele é encontrado em abundância em alimentos de origem animal, como carnes vermelhas, frango, peixes e, de forma muito concentrada, nas ostras. Para quem prefere as fontes vegetais, as sementes de abóbora, o grão-de-bico, o feijão e as castanhas são ótimas opções, embora o corpo absorva um pouco menos o zinco que vem das plantas em comparação ao que vem da carne. Por ser um mineral que o corpo não armazena por muito tempo, precisamos garantir que ele esteja no prato de forma constante para manter as engrenagens rodando.

Aqui no Laboratório Jarbas Doles, a dosagem de zinco é feita através de uma amostra de sangue, geralmente coletada em tubos especiais para evitar qualquer contaminação, já que as quantidades que buscamos são mínimas. Quando o resultado chega baixo, o que chamamos de deficiência de zinco, os sinais costumam ser bem claros: a pessoa começa a ter infecções frequentes que não curam logo, as feridas demoram a fechar, o paladar fica alterado e pode haver uma queda de cabelo acentuada. Em crianças, a falta de zinco é ainda mais séria, pois pode atrasar o crescimento e o desenvolvimento. Pessoas que passaram por cirurgias bariátricas ou que têm doenças inflamatórias no intestino precisam ficar especialmente de olho nesse exame.

Já o excesso de zinco no sangue é menos comum e acontece quase sempre pelo uso de suplementos em doses muito altas sem supervisão. O problema de ter zinco demais é que ele acaba “brigando” com outros minerais, como o cobre, impedindo que o corpo absorva o que é necessário deles. Isso pode levar a quadros de anemia e outros desequilíbrios minerais. Por isso, a regra de ouro que sempre reforçamos é que os suplementos devem ser usados para corrigir uma falta detectada no exame, e não de forma aleatória. Manter o zinco no nível certo é garantir que o seu sistema de defesa esteja sempre pronto para o combate e que o seu corpo tenha matéria-prima para se renovar todos os dias.

O que achou do papel do zinco na nossa saúde? Para seguir com a nossa série sobre os oligoelementos vamos falar sobre o cobre, que ajuda a formar o sangue e os ossos.

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