Cobre: qual sua função no corpo?

Dando continuidade à nossa jornada pelos minerais do corpo no Blog do Laboratório Jarbas Doles, hoje o destaque vai para o cobre. Se o ferro é o caminhão que carrega o oxigênio, o cobre é o engenheiro eletricista e o mestre de obras que garante que o ferro chegue ao lugar certo e que nossas estruturas fiquem de pé. Ele é um parceiro inseparável do ferro, pois sem o cobre, o corpo não consegue transformar o ferro que ingerimos em hemoglobina. Além disso, ele ajuda a formar o colágeno, que mantém nossa pele firme e nossos ossos e articulações resistentes, e ainda participa da produção de energia nas nossas células e na proteção dos nossos nervos.

Para garantir que o cobre não falte, precisamos olhar para o que colocamos no prato. As melhores fontes deste metal são as vísceras, como o fígado, mas ele também é encontrado em ótimas quantidades nos frutos do mar, nas sementes de gergelim, no caju, nas nozes e nas leguminosas como o feijão. Até o chocolate amargo entra na lista novamente como um bom aliado. O interessante é que o cobre e o zinco vivem em um equilíbrio delicado no nosso corpo: se um sobe demais, o outro tende a cair, por isso a dieta equilibrada é muito mais segura do que sair tomando suplementos por conta própria.

Aqui no Laboratório Jarbas Doles, a dosagem de cobre é feita através do sangue e, muitas vezes, pedimos também um exame chamado ceruloplasmina, que é a proteína que carrega o cobre para onde ele é necessário. Interpretar o cobre exige atenção, pois ele pode variar em situações de inflamação ou uso de anticoncepcionais. Quando os níveis estão baixos, o que chamamos de hipocuprosemia, os sinais mais comuns são uma anemia que não melhora com ferro, cansaço extremo, perda de pigmentação na pele ou no cabelo e até uma maior fragilidade nos ossos. Isso é mais comum em pessoas que passaram por cirurgias no estômago ou que têm problemas graves de absorção no intestino.

Já o excesso de cobre no sangue, a hipercuprosemia, pode acontecer por intoxicação ambiental ou, de forma mais rara e séria, por uma doença genética chamada Doença de Wilson, onde o corpo perde a capacidade de eliminar o cobre e ele começa a se acumular perigosamente no fígado e no cérebro. Nesses casos, o diagnóstico precoce no laboratório é fundamental para evitar danos permanentes. Como você pode ver, o cobre é um metal precioso para a nossa biologia, garantindo que o sangue flua bem e que o corpo se mantenha estruturado. Manter esse nível ajustado é um dos segredos para uma vida com mais disposição e saúde.

Gostou de saber como o cobre trabalha nos bastidores do seu sangue? Para o nosso próximo texto da série sobre oligoelementos falaremos sobre o selênio, o grande protetor das nossas células contra o envelhecimento.

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