Selênio, por quê é importante avaliar?

Chegamos a um dos personagens mais poderosos da nossa série no Blog do Laboratório Jarbas Doles: o selênio. Se o nosso corpo fosse um grande campo de batalha contra o envelhecimento e as doenças, o selênio seria o comandante do escudo de proteção. Ele é o que chamamos de um potente antioxidante. Na prática, isso significa que ele impede que as nossas células sejam “enferrujadas” pelos radicais livres, que são substâncias tóxicas que produzimos naturalmente ao respirar e comer, ou que absorvemos da poluição e do estresse. Além dessa proteção celular, o selênio é o melhor amigo da tireoide, ajudando a fabricar os hormônios que controlam o ritmo de todo o nosso metabolismo.

A natureza foi muito generosa com o Brasil quando o assunto é selênio. A maior e melhor fonte deste mineral no mundo inteiro é a nossa castanha-do-pará (ou castanha-do-brasil). Apenas uma ou duas castanhas por dia já são suficientes para bater a meta de selênio que o corpo precisa. Além dela, você encontra boas doses em peixes como o atum e a sardinha, em carnes, ovos e no farelo de trigo. O selênio vai para o solo e entra nas plantas, então a quantidade que comemos depende muito de quão rico em minerais é o lugar onde o alimento foi plantado. Como o corpo não precisa de muito, o estoque da despensa é pequeno, e precisamos desse reforço constante na alimentação.

Aqui no Laboratório Jarbas Doles, nós medimos o selênio através de uma coleta de sangue bem cuidadosa. O exame serve para ver se o seu “escudo” está baixo, o que chamamos de hiposelenemia. Quando o selênio está em falta, o sistema imunológico fica mais fraco e a tireoide pode começar a trabalhar de forma preguiçosa, causando cansaço, ganho de peso e queda de cabelo. É comum vermos níveis baixos em pessoas que têm dietas muito restritivas, problemas graves de absorção no intestino ou que passam por tratamentos pesados como a hemodiálise. Sem selênio, o corpo perde a capacidade de se desintoxicar corretamente, ficando mais vulnerável a inflamações.

Por outro lado, o excesso de selênio no sangue, a selenose, é perigoso e acontece quase sempre pelo uso exagerado de suplementos ou por comer castanhas demais todos os dias durante muito tempo. Os sinais de que você passou do ponto são curiosos: o hálito fica com um cheiro forte de alho, as unhas ficam quebradiças, o cabelo cai em excesso e pode haver muita náusea e cansaço. Por ser um mineral tão potente, a diferença entre a dose que cura e a dose que intoxica é pequena. Por isso, o exame de laboratório é a bússola que o seu médico usa para saber se você precisa de um reforço ou se já está protegido o suficiente. Manter o selênio no nível certo é garantir que suas células vivam mais e melhor, com um sistema de defesa sempre em alerta.

Gostou de conhecer o protetor das nossas células? Para o próximo texto da nossa série sobre oligoelementos falaremos sobre o cromo, que é o mestre no controle da vontade de comer doces e do açúcar no sangue.


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