Flúor: o verniz dos ossos e dentes

Muito mais do que um elemento da pasta de dente: hoje o assunto é o flúor, um mineral importante para a saúde dos ossos e dos dentes.
Para fechar a primeira etapa da nossa série sobre oligoelementos, vamos falar sobre o mineral que tem uma afinidade natural com os tecidos mineralizados.
Boa leitura!
O flúor no organismo
Em primeiro lugar, precisamos entender o seguinte: se o cálcio é o tijolo dos nossos dentes e ossos, o flúor é o verniz protetor que endurece essa estrutura.
Isso significa que sua principal missão é criar uma barreira contra os ácidos produzidos pelas bactérias da boca, agindo como um escudo que evita a formação de cáries e mantém o sorriso forte ao longo dos anos.
O flúor entra no nosso organismo, é absorvido pelo intestino e vai direto para os “estoques” principais, que são o esqueleto e a dentição, ajudando na remineralização constante dessas partes do corpo.
Consumo de flúor
No Brasil, a forma mais comum de encontrarmos o flúor no dia a dia é através da água encanada, já que temos a política de fluoretação da água para proteger a saúde bucal de toda a população.
Além da água e dos produtos de higiene, ele também está presente em alguns alimentos em quantidades menores, como por exemplo:
- Peixes de água salgada;
- Frutos do mar;
- Chá preto;
- Café.
Falta e excesso de flúor
Quando o flúor está muito baixo, o sinal mais evidente é a fragilidade dentária, com o aparecimento frequente de cáries mesmo em quem mantém uma boa higiene, além de uma possível perda de densidade nos ossos com o passar da idade.
É um sinal de que a “armadura” do corpo está ficando fina demais e precisa de um reforço, seja na dieta ou com orientação do dentista e do médico.
Por outro lado, o excesso de flúor, que chamamos de fluorose, também é uma preocupação.
Isso acontece geralmente quando crianças ingerem muita pasta de dente com flúor ou quando a pessoa consome água de poços artesianos que têm concentrações naturais muito altas do mineral.
O excesso aparece como manchas brancas ou acastanhadas nos dentes e, em casos mais graves de exposição ocupacional na indústria, pode endurecer demais os ossos, causando dores articulares e dificuldade de movimento.
Aqui no Laboratório Jarbas Doles, a dosagem de flúor pode ser feita tanto no sangue quanto na urina, sendo este último o exame mais comum para monitorar a exposição de longo prazo. Clique aqui e agende seu exame!