Iodo: o combustível da tireoide

Hoje vamos falar sobre o iodo, o parceiro inseparável da tireoide. Na série sobre oligoelementos do Blog do Laboratório Jarbas Doles, chegou a hora de entender o papel desse mineral no corpo humano.
Boa leitura!
A importância do iodo para a tireoide
Se o seu corpo fosse um carro, a tireoide seria o motor e o iodo seria a gasolina de alta octanagem.
Isso significa que, sem ele, a tireoide não consegue fabricar os hormônios T3 e T4, que são os grandes maestros do nosso metabolismo. Eles decidem a velocidade com que o coração bate, a temperatura do nosso corpo e até a rapidez com que queimamos as calorias do que comemos.
Ou seja, sem iodo, tudo no organismo começa a andar em câmera lenta.
Fontes naturais de iodo
Em primeiro lugar, precisamos entender que o nosso corpo não estoca iodo com facilidade, o que significa que precisamos repor constantemente.
Na alimentação, consumimos esse mineral principalmente através dos produtos que vêm do mar, como por exemplo:
- Peixes;
- Mariscos;
- Camarões;
- Algas marinhas.
Entretanto, já que nem todo mundo vive no litoral ou consome esse tipo de alimento todos os dias, o Brasil adotou há décadas uma estratégia de saúde pública brilhante: a iodação do sal de cozinha.
Então, todo o sal que você usa em casa já garante a maior parte do iodo que o organismo precisa para a tireoide não ficar “na mão”.
Outras fontes menores incluem os ovos, o leite e o queijo, desde que os animais tenham tido uma alimentação rica nesse mineral.
Exames para avaliar os níveis de iodo no corpo
No Laboratório Jarbas Doles, nós avaliamos o iodo principalmente através de um exame de urina de 24 horas ou de uma amostra isolada, que é a forma mais fiel de saber se você está ingerindo o suficiente.
Quando o iodo está baixo, o que chamamos de deficiência de iodo, a tireoide tenta trabalhar dobrado para compensar a falta, o que pode fazer a glândula crescer e formar o famoso bócio (aquele inchaço no pescoço).
Além disso, a pessoa sente um cansaço extremo, ganho de peso, raciocínio lento e muita sensibilidade ao frio. Em gestantes, a falta de iodo é ainda mais crítica, pois ele é vital para o desenvolvimento do cérebro do bebê.
Por outro lado, o excesso de iodo no sangue ou na urina também é um sinal de alerta. Embora seja mais difícil de acontecer só pela comida, o abuso de suplementos de algas (como o kelp) ou o uso de contrastes em exames de imagem e alguns medicamentos para o coração podem sobrecarregar o sistema.
Iodo demais pode “travar” a tireoide ou, em algumas pessoas, fazê-la acelerar demais, causando palpitações, emagrecimento repentino e ansiedade.
Para garantir que os níveis de iodo no seu corpo estejam ideias, clique aqui e agende seu exame!